O clássico de RPG estratégico Tactics Ogre foi lançado em 1995 para Super Famicom e, infelizmente, não chegou aos Estados Unidos - o ocidente só pôde conferir o game em inglês em 1997, quando a versão de PSone atravessou o Atlântico. As novidades em relação a Ogre Battle (de 1993, e que faz parte da mesma cronologia, junto com Ogre Battle 64) estavam na movimentação na hora da batalha: ao invés de apenas dar ordens para os companheiros, os jogadores podiam movimentar os personagens em partes definidas de acordo com a posição atual, e dependentes de alguns atributos (como a velocidade). Esse estilo virou padrão e acabou sendo seguido por games que vieram depois, como Vandal Hearts (Saturn e PSone) e Final Fantasy Tactics (PSone e PSN Store)

Tactics Ogre: Wheel of Fate, para PSP, promete fazer jus à expressão “remake”: o jogo realmente está sendo refeito do zero, com novidades na história (estas sem detalhes, por enquanto), no sistema de jogo e mais personagens e classes.Para garantir fidelidade ao original, parte da equipe do jogo de 1995 está envolvida, incluindo o diretor Yasumi Matsuno (que também trabalhou em Final Fantasy Tactics) e os diretores de arte Hiroshi Minagawa e Akihiro Yoshida. A dupla de compositores Hitoshi Sakimoto (de Valkyiria Chronicles e Tekken 6) e Masaharu Iwata (de Muramasa: The Demons Blade e Soul Calibur IV) promete manter o alto nível da produção original, com versões rearranjadas das versões do Super Famicom e mais 15 músicas inéditas.

As inovações no sistema de combate, além da possibilidade do jogo mostrar até 30 unidades de personagens na tela ao mesmo tempo (contra 20 do original), são as cartas chariot e world - que, aliás, são os motivos do subtítulo Wheel of Fate no game. A primeira, que funciona como a função “desfazer” dos programas de computador que nós conhecemos,  permite escolher qualquer uma das ações anteriores e voltar até aquela situação em particular. O uso do chariot, claro, será opcional, e está limitado ao número de cartas de tarô com esta habilidade que o jogador possuir. Já a world dá a oportunidade de o jogador ver a linha do tempo dos eventos que rolaram até então e escolher um para iniciar uma realidade “alternativa”.

Vale relembrar como era o funcionamento das cartas de tarô dos outros games da série: elas eram coletadas pelo jogo e, durante as batalhas, serviam para dar habilidades especiais para os personagens. As que retornam do Tactics Ogre original são as de saúde, força, sorte, magia, vitalidade e inteligência. Para usá-las, o personagem deixava uma pelo cenário, e o que passasse por cima recebia a habilidade ou melhoria no atributo.

Entre as classes de personagens, há a volta dos velhos conhecidos warrior, que é uma combinação das características do soldado e da amazona, do wizard, que é capaz de utilizar magias, e do archer, que pode utilizar arco-e-flecha para atacar inimigos mais distantes, entre outras. A grande novidade é o rogue, que tem a habilidade de roubar itens dos oponentes e colocar armadilhas pelo cenário. Assim como no título de 1995, os personagens podem evoluir para classes diferentes das quais começaram no início da aventura.

Graficamente, Tactics Ogre: Wheel of Fate manterá o estilo do game de Super Famicom, com a mesma visão isométrica e o mesmo estilo de desenho dos personagens e mapas. O novo motor gráfico dará o toque de modernidade, com cenários poligonais e possibilidade de rotação da câmera, além de trazer efeitos de luz e sombra. Os sprites estão muito parecidos com o do primeiro Tactics Ogre, mas a intenção da Square-Enix foi justamente deixar o novo game fiel ao original.

Tactics Ogre: Wheel of Fate tem tudo para ser a versão definitiva do game que definiu o estilo que nós conhecemos hoje como RPG estratégico. E, para alegria dos fãs (e dos que querem jogá-lo pela primeira vez), o lançamento está confirmadíssimo também no ocidente