Napoleão está prestes a invadir os computadores de todo o mundo.
Já sabemos que Napoleon: Total War dará uma perspectiva diferente à famosa franquia de jogos de estratégia. Afinal de contas, colocará o jogador no papel de um comandante real, que mudou a história da Europa e de toda a era moderna. O que acabamos de descobrir, no entanto, são as batalhas específicas que o título retratará para contar esta saga.
Do aprendizado...
O início do game apresentará uma campanha tutorial que servirá tanto de introdução à história de Napoleão, para os que não estão familiarizados com o personagem, quanto de explicação dos elementos básicos de jogo. Assim, o jogador será colocado no papel do jovem soldado desde seus estudos na Córsega e durante o período subsequente, em que sobe rapidamente de posição.
Por exemplo, para aprender sobre transporte marítimo e temas navais em geral, o jogador acompanha a viagem desde a ilha natal de Bonaparte até o sul da França. Para familiarizar-se com a diplomacia, contratos de comércio são firmados com a Suíça. No campo da infra-estrutura, a construção de faculdades, estradas e as pesquisas de tecnologia perto de Reims explicam as mecâncias de jogo enquanto as mostram.
Após o início dos estudos de Napoleão na Ecole Militaire de Paris, e o advento Revolução Francesa — que deu origem à Primeira República, sob a qual Bonaparte prosperou — começam as tarefas do protagonista no exército nacional. Neste momento, o objetivo do jogador é construir fábricas de armas em grandes cidades francesas, como Paris e Dijon, enquanto controla as greves de trabalhadores através dos mais diversos mecanismos: a força, o ajuste de taxas, ou mesmo a construção de locais de lazer.
A primeira batalha de fato em que o futuro comandante tem participação no game acontece após a declaração de guerra por parte da Sardenha contra a França. Napoleão assume o comando e converte o porto de Gênova em um estaleiro militar, estabelecendo superioridade marítima e forçando a paz com os habitantes da região.
Após o conflito com a província italiana, é a vez de expulsar os ingleses de Toulon, uma cidade no sudeste da França. Aí é que o jogador aprende a utilizar os exércitos e espiões, algo central para o sucesso no game. O resultado da batalha é bem conhecido pela história, mas o jogador pode jogá-la através de um tutorial separado, assim como pode participar da Batalha de Algeciras.
Todos estes eventos são complementados por explanações com detalhes da trajetória de Bonaparte e menções de suas características e caráter, para expandir o caráter imersivo do título.
Ao triunfo
A maioria dos jogadores já familiarizados com a franquia e com jogos de estratégia de um modo geral não verá muito sentido nesta campanha tutorial, a não ser que esteja interessado em ver como o game retrata o início da vida de Napoleão. Caso não queira fazê-lo, partir para as campanhas mais importantes do comandante é o mais indicado — que começam em 1796, quando a Áustria decide atacar a França revolucionária. Não vamos entrar em detalhes sobre a campanha em si para evitar os “spoilers”, mas é importante mencionar que cada uma das batalhas dentro dela aborda os diferentes aspectos do game e de Napoleão Bonaparte. O mapa deste capítulo cobre toda a região de Nice, na França, a Klagenfurt, na região sul da Áustria.
Várias mecânicas de jogo podem ser utilizadas e combinadas para chegar à vitória, algo que abre inúmeras possibilidades para os estrategistas de plantão. Quando Napoleão deve capturar Piemonte e Sardenha, é possível conquistar todas as regiões individualmente ou capturar Turin, a capital, de uma só vez, para em seguida declarar guerra com este território à Áustria.
Envolver-se nos conflitos italianos, no entanto, possui consequências, e é preciso balancear os conflitos armados e conquistas com as batalhas diplomáticas para manter os territórios ganhos. Ou, se não quiser preocupar-se com palavras, pode simplesmente combater os que estão incomodando e ocupar suas regiões, eliminando a influência oposta.
O terreno também possui influência, embora de forma mais direta nas mecânicas de jogo. Seu exército morre gradualmente, por exemplo, quando está tentando atravessar os Alpes no inverno — o que torna mais difícil a incursão de suas tropas em território austríaco. Estes obstáculos a serem superados gradualmente servem tanto para marcar a carreira de Napoleão quanto dar um senso de progressão ao jogo.
Ainda não existem muitos detalhes a respeito das campanhas mais avançadas, que retratam o fim da trajetória de Napoleão, mas saberemos em breve — já que o jogo será lançado no dia 23 de fevereiro.
Unidades variadas e versáteis
Entre a infantaria revolucionária, os fuzileiros em linha, os caçadores e a guarda nacional — para nomear apenas algumas das unidades disponíveis — o jogador possui à disposição toda a variedade de combatentes de que Napoleão dispunha. Desde os soldados bem-treinados e obedientes que compunham seu exército até as milícias revolucionárias que lutavam com fervor e vontade, cabe ao jogador determinar quais são mais apropriadas às diferentes situações.
Cavalaria, infantaria, artilharia... Todas estão presentes, cada uma com suas características, e compõem as diferentes formas de combate representadas no game, desde as batalhas em campo aberto até os sítios a cidades.
Basta aguardar algumas semanas para conferir a adaptação para os games da carreira de um dos maiores comandantes guerreiros da história da humanidade. Megalomaníaco ou gênio? Algo que pouco importa para os games, mas esperamos que renda várias horas de diversão.


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